O meu nome é André Cruz e durante anos fiz tudo o que a sociedade dizia que era “normal”. Joguei futebol, treinava diariamente, comia o que me apetecia — com uma base enorme de hidratos de carbono — e, por fora, parecia saudável, porque sempre fui magro e tinha performance desportiva. Mas percebi que performance não é sinónimo de saúde. Bebia socialmente, fumava diariamente e fazia as minhas “cheat meals” de forma normal.
Por dentro, a história era outra. O meu corpo começou a ceder. Desenvolvi duas doenças autoimunes, o meu estômago passava a vida inflamado e a minha líbido desapareceu precocemente. Aos 29 anos sentia-me com cada vez menos energia, muita falta de concentração, dependente de estimulantes e preso num corpo que atacava a si próprio.
Foi aí que decidi parar de seguir as regras modernas e olhar para trás. Comecei a estudar antropologia e biologia humana, a tentar entender como chegámos até aqui enquanto espécie e porque estamos hoje numa das maiores epidemias de doenças. Adotei uma alimentação ancestral baseada estritamente em proteínas e gorduras animais de alta densidade. Eliminei os venenos modernos: ultraprocessados, glúten, óleos vegetais e açúcar refinado.